TESTE DA ORELHINHA

domingo, 23 de fevereiro de 2014

DIABETES


DIABETES - Só no Brasil, cerca de 13,4 milhões de pessoas são afetadas pelo diabetes. Conheça um pouco sobre esta doença!

O endocrinologista Prof. Dr. Alfredo Halpern esclarece que existem dois tipos de diabetes: o diabetes mellitus, que é o mais comum e muito mais frequente, e o diabetes insípido, que é raríssimo e ocorre por uma deficiência do hormônio antidiurético, cuja consequência é uma eliminação volumosa de urina. Dessa forma, sempre que nos referirmos ao diabetes mellitus, iremos usar apenas o termo diabetes.

Diabetes é um distúrbio do metabolismo da glicose, no qual esta se acumula no sangue causando a hiperglicemia, ou seja, níveis elevados de glicose. Pode dever-se à falta ou ausência de insulina — o principal hormônio produzido pelo pâncreas, que faz com que a glicose seja aproveitada como fonte de energia pelas células do corpo — ou ao mau funcionamento da insulina — nesses casos, o nível de insulina pode estar até mesmo elevado.

Existem duas formas mais comuns de diabetes, o tipo I e o tipo II, que têm em comum a hiperglicemia, embora as duas doenças sejam muito diferentes tanto do ponto de vista de gênese da doença como do ponto de vista de tratamento.

O diabetes tipo I é uma forma mais grave e se inicia, em geral, na infância ou adolescência, quando ocorre uma destruição das células produtoras de insulina. Há várias teorias que tentam explicar o motivo dessa falência das células pancreáticas produtoras de insulina — infecção viral, estresse emocional, produção de anticorpos contra as células pelo próprio organismo — entretanto, sem uma conclusão definitiva. O nível desse hormônio cai virtualmente a zero e há dependência de reposição de insulina por injeções subcutâneas. Habitualmente, não existem outros casos de diabetes na família e o componente genético não é importante.

O diabetes tipo II inicia-se na idade adulta, em geral após os 40 anos, e há um forte componente familiar, com vários familiares afetados na maioria dos casos. Ao menos nos primeiros anos de doença, não há necessidade do uso de insulina, podendo-se controlar os níveis de glicose com o uso de comprimidos. Esse tipo de diabetes pode ser desencadeado por:

• Forte estresse físico: como um enfarte cardíaco, um derrame cerebral ou uma pneumonia;

• Estresse emocional;

• Uso de medicações contendo cortisona;

• Ganho excessivo de peso: a obesidade é um fator que faz com que a insulina funcione mal. Nesse tipo de diabetes, a prevenção é, até certo modo, possível. Se existem casos de diabetes na família, o indivíduo deve evitar o aumento de peso, adotando hábitos de vida saudáveis, tanto em relação à atividade física como em relação ao comportamento alimentar.

Existem outras formas de diabetes mellitus. A mais frequente é o diabetes gestacional, que se instala, geralmente, em gestantes que ganham muito peso durante a gravidez, e que leva a mais complicações tanto para a mãe como para o feto.

As formas mais raras do diabetes mellitus podem ser desencadeadas por fatores como:

• Diabetes associado a desnutrição: que ocorre apenas em algumas regiões da África, Ásia e Caribe;

• Diabetes associado ao alcoolismo: por pancreatite alcoólica grave;

• Diabetes por síndromes genéticas muito raras.

MITO: Ao contrário do que se pensa, a ingestão excessiva de açúcar em indivíduos normais não desencadeia diabete. Essa hipótese apenas tem fundamento caso a ingestão de açúcar provoque ganho de peso e o indivíduo seja predisposto ao diabetes. Não é o açúcar que é maléfico, e sim a obesidade.

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