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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

8 sinais de que você pode estar com depressão

Doença, que atinge cerca de 10% dos brasileiros, é caracterizada por conjunto de sintomas que vão desde tristeza duradoura até problemas para dormir

Vivian Carrer Elias
Depressão: Doença pode dificultar concentração e raciocínio, prejudicando o desempenho no trabalho e nos estudos
Depressão: Doença pode dificultar concentração e raciocínio, prejudicando o desempenho no trabalho e nos estudos(Thinkstock/VEJA)
A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é mais prevalente entre mulheres. No Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, a moléstia carrega estigmas que dificultam seu diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento adequado.
O primeiro deles está no fato de a depressão ser um transtorno mental. "Percebemos que o preconceito com as doenças mentais faz com que muitos pacientes, principalmente os homens, demorem a aceitar que têm o problema e a procurar um médico, atrasando o tratamento", diz Rodrigo Martins Leite, psiquiatra e coordenador dos ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. 
Limite — Além do preconceito com os transtornos mentais, a dificuldade de interpretar os sintomas faz com que uma pessoa demore a procurar ajuda. Os sinais podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano, como tristeza, indiferença e desânimo. Esses sentimentos passam a configurar um quadro de depressão clínica quando a variação do humor começa a afetar negativamente vários aspectos da vida do paciente — da produtividade no trabalho e nos estudos às relações com outros indivíduos, passando pela qualidade do sono e a disposição física para realizar as atividades do dia a dia.
"Muitas vezes é difícil diferenciar a tristeza comum da depressão. O humor das pessoas nunca é constante, sempre vai existir uma variação. Uma situação negativa pode desencadear tristeza, luto. Isso é diferente da depressão clínica, que é uma síndrome que vem acompanhada por outros sintomas", explica Mara Fonseca Maranhão, psiquiatra da Unifesp e do Hospital Albert Einstein.
Definição — Os critérios atuais para diagnóstico da depressão — estipulados por entidades médicas como a OMS e a Associação Americana de Psiquiatria — determinam que, para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno. Entre eles, um deve ser obrigatoriamente o humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos) ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas podem incluir alterações no sono, no apetite ou no peso, cansaço e falta de concentração, por exemplo.
Segundo o psiquiatra Rodrigo Leite, os critérios dizem que esse conjunto de sintomas deve ser apresentado pelo paciente na maior parte do dia, todos os dias e durante pelo menos duas semanas para que seja considerado como sinais de depressão. Por isso, estar atento a sintomas como esses — e a duração deles — é importante para que uma pessoa procure um médico e saiba se precisa ser submetida a um tratamento.
Doença do corpo — As causas exatas que levam à depressão ainda não são completamente conhecidas. "Sabe-se que situações como problemas financeiros ou conjugais, desemprego e perda de um ente querido alteram estruturas cerebrais que são sensíveis a hormônios relacionados ao stress, especialmente ao cortisol. Com isso, há um desequilíbrio no cérebro que desencadeia os sintomas depressivos", explica Leite.
Apesar disso, a depressão não é uma doença apenas do cérebro – e levar esse fato em consideração é essencial para o sucesso do tratamento. "As pessoas precisam saber que, diferentemente do que se pensava antes, a depressão não afeta apenas o cérebro, e o tratamento não depende exclusivamente de antidepressivos. Hoje, sabemos que essa é uma doença de todo o organismo", diz Rodrigo Leite.
De acordo com o psiquiatra, cada vez mais a ciência mostra que a doença está relacionada a problemas como baixa imunidade, alterações dos batimentos cardíacos e acúmulo de placas de gordura no sangue. Ou seja, a depressão é também um fator de risco a doenças como as cardíacas, incluindo infarto e aterosclerose. "Ainda não está claro de que forma a depressão leva a essas condições, mas sabemos que a relação existe", diz Leite.
Por esse motivo, o tratamento da depressão não deve incluir apenas antidepressivos. "Pessoas com depressão também precisam evitar hábitos como sedentarismo, tabagismo e má alimentação, que predispõem mais ainda uma pessoa a doenças cardiovasculares. Os pacientes devem saber que mudar esses hábitos é tão importante no tratamento quando os medicamentos."
Os psiquiatras alertam que as pessoas, assim que notarem que apresentam sintomas depressivos — e que eles são duradouros —, devem consultar um médico. "O tratamento contra a depressão com antidepressivos, psicoterapia e mudanças de estilo de vida é eficaz, principalmente se for iniciado precocemente", diz Mara Maranhão.

Oito sintomas de depressão:
Alteração do humor


O principal sintoma da depressão é o humor deprimido, que pode envolver sentimentos como tristeza, indiferença e desânimo. Todos esses sentimentos são naturais do ser humano e nem sempre são sinônimo de depressão, mas, se somados a outros sintomas da doença e persistirem na maior parte do dia por ao menos duas semanas, podem configurar um quadro de depressão clínica. “O humor deprimido faz com que a pessoa passe a enxergar o mundo e a si mesma de forma negativa e infeliz. Mesmo se acontece algo de bom em sua vida, ela vai dar mais atenção ao aspecto ruim do evento. Com isso, o paciente tende a se sentir incapaz e sua autoestima diminui”, diz o psiquiatra Rodrigo Leite, do Instituto de Psiquiatria da USP.

Desinteresse por coisas prazerosas


Perder o interesse por atividades que antes eram prazerosas é outro sintoma importante da depressão. O desinteresse pode acontecer em diferentes aspectos da vida do indivíduo, como no âmbito familiar, profissional e sexual, além de atividades de lazer, por exemplo. “O paciente também pode abrir mão de projetos por achar que eles já não valem mais o esforço, deixar de conquistar novos objetivos ou de aproveitar oportunidades que podem surgir em sua vida”, diz o psiquiatra Rodrigo Leite.

Problemas relacionados ao sono


Pessoas com depressão podem passar a dormir durante mais ou menos tempo do que o de costume. É comum que apresentem problemas como acordar no meio da noite e ter dificuldade para voltar a dormir ou sonolência excessiva durante a noite ou o dia. 

Mudanças no apetite

Perda ou ganho de peso

Mudanças significativas de peso podem ser uma consequência da alteração do apetite provocada pela depressão — por isso, são consideradas como um dos sintomas da doença. 

Falta de concentração


Em muitos casos, a depressão também pode prejudicar a capacidade de concentração, raciocínio e tomada de decisões. Com isso, o indivíduo perde o rendimento no trabalho ou nos estudos. Segundo a psiquiatra Mara Maranhão, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a depressão pode impedir que o paciente trabalhe ou estude, ou então faz com que ele precise se esforçar muito para conseguir concluir determinada atividade.

Cansaço


Diminuição de energia, cansaço frequente e fadiga são comuns em pessoas com depressão, mesmo quando elas não realizaram esforço físico. "O indivíduo pode queixar-se, por exemplo, de que se lavar e se vestir pela manhã é algo exaustivo e pode levar o dobro do tempo habitual", segundo o capítulo sobre depressão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), feito pela Associação Americana de Psiquiatria.

Pensamentos recorrentes sobre morte


Em casos mais graves, pessoas com depressão podem apresentar pensamentos recorrentes sobre morte, ideação suicida ou até tentativas de suicídio. A frequência e intensidade dessas ideias podem mudar de acordo com cada paciente. "As motivações para o suicídio podem incluir desejo de desistir diante de um obstáculo tido como insuperável ou intenso desejo de acabar com um estado emocional muito doloroso", de acordo com o DSM-5.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

SONO E DEPRESSÃO

       
                     
Passamos um terço de nossas vidas dormindo. Esse remédio obrigatório, descanso salutar, tem um efeito reparador inimaginável.
Noites mal-dormidas encurtam a vida, tornam o dia desagradável, dão ensejo a enxaquecas. Não apreendemos bem as lições, não raciocinamos corretamente.
Os primeiros sinais, quando não dormimos bem, estão no acréscimo de cortisol, na corrente sanguínea, que dentre outras coisas deflagra a ansiedade. Muito comum nos pacientes com depressão. Há um estreita ligação entre insônia e depressão, como a adverte a bióloga Yara Fleury, do Ambulatório de Neuro-Sono da Universidade Federal de São Paulo.
Entre os neurotransmissores mais afetados pela ausência ou insuficiência de sono, destaca-se a serotonina, ligada ao bem-estar, decorrendo irritações e até mesmo sensações dolorosas.
O mal de Alzheimer está também intimamente relacionado com o mal dormir, como ensina a Escola de Medicina da Universidade de Washington. Ratos submetidos a menos horas de sono desenvolvem no cérebro as terríveis proteínas beta-amiloides.
De acordo com pesquisas da Universidade de Berkely, da Califórnia, pessoas privadas de um bom sono reparador modificam as preferências alimentares, direcionando-se às guloseimas.
A tomada de decisões fica afetada, diz a neurologista Rosa Hasan, do Departamento do sono da Academia Brasileira de Neurologia. A direção dos veículos automotores fica bastante comprometida. Estudar até tarde não resulta em maior aproveitamento, segundo estudos da Universidade da Califórnia. Preferível acordar mais cedo e estudar de cabeça fresca.
A fase mais interessante do sono é a chamada REM (Rapid Eyes Movement), quando denotamos recuperação das tarefas mal-realizadas, retomada de decisões, conforme pesquisa do Dr. Shigeo Yonekura, da Universidade de São Paulo.
O sono deve ser profundo, reparador, em ambiente escuro, silencioso. Sono sem interrupções, prolongado, de sete a oito horas por noite.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

VÍCIOS

Marcos Paterra
O vicio é um tema um tanto complexo, onde temos de abordar de varias maneiras  para poder o entender, vamos começar pela Organização Mundial de Saúde (OMS) através do Código Internacional de Doenças (CID-10), preconiza que a dependência química é uma enfermidade incurável e progressiva, apesar de poder ser estacionada pela abstinência.

Na CID.10 a dependência é definida como :“ Um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após repetido consumo de uma substância psicoativa, tipicamente associado ao desejo poderoso de tomar a droga, à dificuldade de controlar o consumo, à utilização persistente apesar das suas conseqüências nefastas, a uma maior prioridade dada ao uso da droga em detrimento de outras atividades e obrigações, a um aumento da tolerância pela droga e por vezes, a um estado de abstinência física.

A síndrome de dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou o diazepam), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.
Os dependentes costumam obedecer a um padrão de personalidade ao longo do tempo de dependência. Existem traços e características de comportamento, relacionamento e percepção da realidade comuns aos dependentes. Isso não quer dizer que eles fiquem todos com a mesma personalidade, mas que, dentro da individualidade de cada um, eles apresentam características comuns uns com os outros.
“Fiquei alarmado com o número de jovens que estão usando bebida alcoólica cada vez mais cedo. Um número considerável começou a utilizar com menos de 10 anos de idade. E tem outros tipos de drogas que eles confessaram que fazem uso, mas o consumo do álcool é bastante alto” (Entrevista com diretor, escola pública, Salvador)”.
Pode-se dizer que algumas drogas que atuam no cérebro, ou no fornecimento sanguíneo ao cérebro, e levam à dependência. Ele, ou ela, passa então a sofrer sintomas de sofrimento físico e psicológico quando interrompe o consumo de drogas. Este estado de dependência pode levar os consumidores a desejar a droga, apesar de com isto estarem a prejudicar o seu trabalho, saúde e família.
Para que se tenha uma idéia da influencia das drogas, o crack[2] após 12 (doze) segundos  chega ao cérebro do  usuário, sua ação é tão forte e “aparentemente” prazerosa, que o dependente entra em estado de “euforia”  de 5 a 15 minutos, porem quando acaba o efeito o usuário entra em depressão, e o único meio que ele encontra para sair desse estado  é consumindo uma nova pedra da droga.
O poder dessa droga é tão avassalador  que provoca destruição dos neurônios e causa degeneração dos músculos alem de causar o AVC ( acidente vascular cerebral).
Espiritualmente, os vícios acarretam vinculações perispirituais, cujas consequências se projetam na vida espiritual futura, depois que a alma se desprende do corpo físico, com a agravante de poder ser responsável por doenças cármicas em reencarnações vindouras.
É oportuno lembrar ainda que muitos viciados são pessoas dotadas de mediunidade, sofrendo a atuação de entidades espirituais que se sintonizam com os seus pensamentos e se comprazem em fazer com que se mantenham no vício e dificultam a sua recuperação, indicando a necessidade de um tratamento espiritual que deve ser feito paralelamente ao tratamento médico.
“Hábito vicioso, facilita a interferência de mentes desencarnadas também viciadas, que se ligam em intercâmbio obsessivo simples a caminho de dolorosas desarmonias...”
Abordando esse problema, André Luiz, no livro No Mundo Maior, afirma: “A medicina inventará mil modos de auxiliar o corpo atingido em seu equilíbrio interno; por essa tarefa edificante, ela nos merecerá sempre sincera admiração e amor, entretanto, cumpre a nós outros praticar a medicina da alma, que ampare o espírito enleado nas sombras”... E continua no terceiro parágrafo: “É mister acender, em derredor de nossos irmãos encarnados na Terra, a luz da compaixão fraterna, traçando caminhos à responsabilidade individual. Haja mais amor ante os vales da demência do instinto e as derrocadas cederão lugar a experiências  santificantes”.
O tratamento médico baseia-se fundamentalmente na assistência médica e psiquiátrica. Paralelamente, deve ser feito o tratamento espiritual aplicado nos centros espíritas, como o passe magnético, a água fluidificada e a desobsessão, sempre que necessária, tanto na prevenção, como no tratamento das doenças da alma.
A droga é um dos maiores flagelos sociais. Quem nela entra dificilmente sai, ao  desencarnar sai  desta vida destroçado, perdido, com inúmeros problemas, mais a tendência inata para a droga quando reencarnar. Quando intoxicamos o nosso corpo, destruindo-o com o uso de drogas, acabamos por afetar o nosso corpo espiritual (perispírito), corpo espiritual esse que será o molde energético do futuro corpo de carne em futura reencarnação.
Drogando-se, o ser humano sofre um embotamento da razão, perde faculdades, perde o seu projeto evolutivo que fizera antes de reencarnar, e que vai ter de repetir em futura reencarnação, com a agravante de vir em piores condições físicas, derivado das doenças consequentes do uso de drogas. Sofre assim uma estagnação intelectual e espiritual, perde tempo, sofre no mundo espiritual (pois aí se adentra na qualidade de um suicida) e também no mundo físico em futura vida, comprometendo a sua futura reencarnação.
“pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte”. 
Se estudada e bem compreendida, a Doutrina Espírita é um dos maiores preservativos contra o suicídio e o uso de drogas, já que o homem, consciente da sua condição espiritual, tudo fará para sair com êxito da vida, para evoluir intelectual e moralmente, até que um dia Pela lei natural da vida o seu corpo perca a vitalidade e morra.
É necessário evangelizar os adolescentes e os jovens, esclarecendo da sua condição de espíritos eternos, não como crenças, mas sim como fatos inquestionáveis perante as observações que o mundo nos presenteia, mostrar que o desenvolvimento do “ser” persiste após a morte.

DEPRESSÃO



DEPRESSÃO - Aprenda como enfrentar um dos grandes males do futuro. 
Muito ja foi falado sobre a depressão e muitos conceitos foram adotados para explicar este que atualmente é considerado o mal do século.
Profissionais e pessoas leigas ja formaram sua opinião sobre este sério problema.
Alguns a consideram uma doença, outros consideram fraquezas e egoísmo da pessoa, mas é apenas quem vive ou ja viveu o problema que sabe o quanto é difícil superar a depressão.
Na maioria dos casos as pessoas não sabem que tem depressão, e os que sabem tem vergonha de procurar ajuda profissional para uma doença que hoje em dia tem cura.
A cura está ao alcance de todos e seria muito mais fácil lidar com o problema, se houvesse um esclarecimento maior sobre o assunto.

O Espiritismo explica de uma maneira clara a depressão e como vencê-la.
Aliada a uma boa terapia profissional, e tratamento espiritual numa Casa Espírita, juntamente com a reforma íntima, é o tratamento ideal para a cura da depressão para as pessoas que desejam com sinceridade se curar.
Nesta matéria vamos conhecer um pouco mais sobre a doença no conceito dado pela medicina e do Espiritismo.
A cura é lenta e progressiva, mas como todo tratamento médico e espiritual, é necessário paciência, fé e perseverança para vencê-la.
O primeiro passo para a cura é admitir o problema e estar disposto a procurar um bom tratamento médico.

Mas o que é depressão?
É uma doença como outra qualquer, mas que altera e compromente o corpo e a mente, afetando principalmente o humor. Sua principal característica é a tristeza profunda e persistente.
Quando a tristeza torna-se excessiva, tanto em intensidade como em duração, as pessoas não conseguem melhorar apenas pela própria vontade. Esse estado de tristeza, desânimo, desesperança, pessimismo e muitas vezes, falta de vontade de viver, chama-se depressão.
Características da depressão
Caracteriza-se por episódios depressivos que duram pelo menos duas semanas alterando o humor, levando a perda de interesse na maior parte das atividades e são acompanhadas de sintomas psicológicos como:
- Tristeza profunda e persistente, ansiedade, sensação de vazio e apatia, sentimento de culpa, desamparo, pessimismo, irritabilidade extrema e inquietação, dificuldades de concentração e de raciocínio, alteração de memória, ideias recorrentes de morte e tentativa de suicídio.
Sintomas Físicos:
Insônia, perda de apetite e de peso ou excesso de apetite e ganho de peso; fadiga extrema, dor de cabeça, constipação, distúrbios digestivos e dor crônica que não resolvem com nenhum tratamento: perda da vontade sexual, irregularidade na menstruação, lentidão física e mental.
Nem todas as pessoas apresentam todos os sintomas descritos. A intensidade e gravidade de cada um variam de pessoa para pessoa.
Causas da depressão
A depressão é uma doença de difícil diagnóstico. Determinar as suas causas exatas, às vezes, pode ser uma tarefa que só pode ser feita por profissionais de doenças mentais, como psiquiatras e psicólogos.
Existem alguns fatores que predispõem determinadas pessoas a sofrerem depressão. Isso não significa que, ocorrendo com determinada pessoas, ela venha a sofrer de depressão. Os principais são:
-Fatores genéticos, personalidade, família, trauma de infância, sexo, auto-imagem negativa, padrões de comportamentos diante da vida, ocorrências de doenças, estresse e problemas graves, medicamentos e drogas.
Problemas como a morte de pessoas queridas, problemas emocionais e afetivos graves, como o divórcio, perda de emprego, má situação financeira e queda de padrão de vida, acidentes graves, tragédias, problemas com filhos e muitos outros são verdadeiros gatilhos que podem detonar os estados depressivos.
A depressão é seis vezes mais frequente nos primeiros seis meses após o fato estressante ter ocorrido. Mas é importante ressaltar que os fatores estressantes que podem levar à depressão, são muito variáveis e que eles atingem as pessoas igualmente de formas variadas.
Os casos de depressão leve podem ser resolvidos através da auto-ajuda e com mudanças de comportamento, além do apoio das pessoas próximas e amigas. Os casos de depressão moderado e grave e de todos os demais tipos de distúrbios depressivos necessitam de tratamento médico, medicamentos e, na maioria das vezes, também de terapia psicológica. Mas, somente um diagnóstico preciso poderá determinar o tipo de doença para indicar o tratamento mais adequado.
Os distúrbios depressivos fazem as pessoas se sentirem desamparadas, esgotadas física e mentalmente, e perderem a esperança e a fé na vida. Dominados pelos pensamentos negativos, não conseguem achar saída para seus problemas e o sentimento constante é de desistir de tudo.
É importante compreender que os pensamentos negativos fazem parte da depressão e desaparecem quando o tratamento começa surtir efeito.
Mas, é fundamental esforçar-se para afastar os pensamentos negativos.
Dificilmente alguém consegue enfrentar sozinho uma depressão. É muito importante partilhar os problemas com o companheiro, com a família ou amigos.
É necessário mudar tudo o que possa estar contribuindo para a depressão. Mudar hábitos nocivos e adotar outros mais saudáveis é muito positivo.
Deve-se ter cuidado em tomar grandes decisões precipitadamente num momento de desespero a não ser que se considere fundamental e ja tenha tomado todas as outras possibilidades.
É recomendável afastar-se de tudo que for estressante da vida da pessoa depressiva, nem tudo é possível e nem tudo depende de nós, mas o que puder ser feito, deve ser feito sem vacilo.
Resolver pequenos problemas, mudar hábitos e criar condições que permitam viver sem precisar enfrentar coisas estressantes, que, normalmente, podem ser encarados sem maiores custos.
O fato de se estar deprimido não deve ser motivo para viver afastado do mundo enquanto se trata. Não abandonar amigos, mesmo sem vontade de se divertir. Procurar um grupo social e fazer novos amigos.
Exercer atividade voluntária. Ajudar os outros faz bem e os próprios problemas são vistos de outra forma.
As perdas são partes da vida. As perdas são necessárias porque para crescer temos de perder, não só pela morte, mas também por abandono, pela desistência.
As perdas não incluem apenas separações e abandonos, mas também a perda consciente ou inconsciente, de sonhos, ilusões, expectativas irreais e outros.
Todas elas difíceis e dolorosas, mas através delas nos tornamos seres humanos plenamente desenvolvidos. Perceber como nossas perdas moldaram e moldam nossa vida pode ser o começo de uma vida mais promissora e feliz.
Encerramos esta abragente matéria sobre depressão com trechos da mensagem "Depressão", espírito Joana de Anelis, pela psicografia de Divaldo Franco, da obra "Receita de Paz"
"...A depressão tem sua gênese no espírito, que reencarna com alta dose de culpa. Com a consciência culpada, sofrendo os gravames que dilaceram a alegria interna, imprime nas células os elementos que as desconectam, propiciando, em largo prazo, o desencadeamento dessa psicose que domina uma centena de milhões de criaturas na atualidade."
"...Se desejarmos examinar as causas psicológicas, genéticas e orgânicas, bem estudadas pelas ciências que se encarregam de penetrar o problema, temos que levar em conta o espírito imortal, são dos quadros emocionais e físicos de que necessita, para crescer na direção de Deus."
"...Quem se habilita na ação bem conduzida e dirige o raciocínio com equilíbrio, não tomba nas redes bem urdidas da depressão. Toda vez que uma ideia prejudicial intenta nas telas do pensamento, recorre a prece.
Agradecendo a Deus a benção do renascimento na carne, conscientiza-te da sua utilidade e significação superior, combatendo os receios do passado espiritual, os mecanismos inconscientes de culpa, e produze com alegria.
Recebendo ou não tratamento especializado sob a orientação de algum facultativo, aprofunda a terapia espiritual e reage, compreendendo que todos os males que infelicitam o homem procedem do espírito que ele é, no qual se encontram estruturadas as conquistas e as quedas, no largo mecanismo da evolução inevitável."
Fonte: Revista Estresse e Depressão

SUICÍDIO INCONSCIENTE


A cortina fúnebre, à porta, anuncia o velório. Sobre a mesa, em sala de regulares proporções, está a urna funerária em que um homem dorme seu último sono. Não terá mais de 45 anos…

Ao lado, a viúva, inconsolável, recebe condolências. Muitos repetem, à guisa de conforto, as clássicas palavras: “Chegou sua hora... Deus o levou!...”

Piedosa mentira! Aquele homem foi um suicida! Aniquilou-se, lentamente, fazendo uso desse terrível corrosivo que se chama irritação. Incapaz de sofrer impulsos violentos, eterno repetente nos exames de compreensão, favoreceu a evolução de distúrbios circulatórios, culminando com a trombose coronária fulminante que lhe abreviou os dias!

A máquina física possuía vitalidade para mais vinte anos, no mínimo. Duas décadas perdidas na Escola da Reencarnação! Regressa ao plano espiritual enquadrado no suicídio inconsciente, que lhe imporá longo período de perturbação e sofrimento nas regiões umbralinas.
Raros, segundo André Luiz, os que atingem a condição de completistas, isto é, que aproveitam, integralmente, experiências humanas, estagiando na carne pelo tempo que lhes fora concedido. E há muitas maneiras de auto aniquilar-se em prestações.

A atualidade terrestre é de pleno domínio das sensações, em que a criatura humana pretende, com a satisfação dos senti¬dos, compensar suas frustrações ou libertar-se da tensão, males próprios de uma sociedade que atinge culminâncias no campo material, mas permanece subdesenvolvida moralmente.

Sob a orientação da propaganda mercenária, multidões buscam a maneira mais agradável de minar as defesas orgânicas com álcool, cigarro, excessos à mesa. Muitos resvalam para as drogas, ante as perspectivas da tranquilidade artificial ou da euforia ilusória, sempre seguidos pelo inferno da dependência e comprometedores desajustes físicos.


E há os vícios mentais: hipocondríacos, que tanto imaginam enfermidades que acabam vitimados por elas; melancólicos, que recusam às células físicas o indispensável suprimento de energias psíquicas; maledicentes, que se envenenam com o mal que julgam identificar nos outros; rebeldes que rompem as próprias entranhas com os ácidos da inconformação e do pessimismo; apegados aos bens terrenos, que sobrecarregam o veículo carnal com preocupações injustificáveis...

Para que o Espírito reencarnado transite em segurança na Terra, movimentam-se, no plano espiritual, familiares, amigos, instrutores, médicos e enfermeiros que o amparam e protegem, orientam e socorrem em todas as circunstâncias.
No entanto, apesar de tantos cuidados, seus pupilos, com raras exceções, são expulsos do vaso físico, depois de o haverem destruído de fora para dentro, com a intemperança, e de dentro para fora, com a má direção que imprimem à vida mental.

Haverá sempre quem proclame que semelhantes observações estão impregnadas do ranço de puritanismo retrógrado, sem considerar que são
inevitáveis conclusões a que não se pode furtar quem estima a lógica.


Se a roupagem carnal é concessão divina que nos permite abençoado aprendizado nas asperezas do mundo, por que não preservá-la, observando disciplinas que a própria Medicina demonstra serem indispensáveis à estabilidade orgânica?

Cercado por dezenas de visitantes, após a reunião mediúnica, na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, dizia Chico Xavier:

– Meus irmãos, quando eu psicografava o livro Nosso Lar, tive, muitas vezes, a visão de milhares de Espíritos que aguardavam, há longo tempo, a oportunidade de reencarnar, ansiosos pelo reajuste. Respeitemos o corpo que o Senhor nos concedeu, porque não será fácil uma nova oportunidade. Tenhamos cuidado com os enganos do mundo e, sobretudo, estimemos a serenidade. Se alguém nos der uma alfinetada, digamos: Obrigado por me espetar com um alfinete novo! Eu merecia um enferrujado!
A visão do querido médium é um convite a sérias reflexões, e a singela alegoria do alfinete consagra a Humildade. O homem verdadeiramente humilde, que conhece suas fragilidades e reconhece a grandeza de Deus, faz-se, espontaneamente, servo da compreensão e da tolerância, da simplicidade e da fraternidade, sobrepondo-se aos lamentáveis desvios que conduzem multidões desvairadas aos precipícios do suicídio inconsciente.

Richard Simonetti


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Suicídio